Reflexões do Diário

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Muitas vezes, durante a santa Missa, vejo o Senhor na minha alma, sinto a Sua presença, que me envolve toda. Sinto Seu olhar divino, converso muito com Ele, sem dizer uma palavra. Sei o que deseja o seu divino Coração e sempre faço o que mais Lhe agrada. Amo-O até a Loucura, e sinto que sou amada por Deus. Nesses momentos, quando me encontro interiormente com Deus, sinto-me tão feliz que não sei expressa-lo. São momentos breves, porque a alma não o suportaria por mais tempo, teria que ocorrer a separação do corpo. Embora esses momentos sejam muitos breves, a sua força que se comunica a alma, permanece por muito tempo. Sem o mínimo esforço, sinto um profundo recolhimento, que então toma de mim e não diminui, ainda que eu converse com as pessoas, nem me prejudica no cumprimento das obrigações. Sinto a Sua presença permanente sem nenhum esforço da alma, sinto que estou unida com Deus tão intimamente como uma gota de agua se une com o imenso oceano. 

Na quinta- feira passada, senti essa graça, ao final das orações, que durou excepcionalmente, muito tempo – durante toda a santa Missa, de tal maneira que eu pensei que ia morrer de felicidade. Nesses momentos, conheço melhor a Deus e seus atributos, e também conheço melhor a mim e a minha miséria e fico admirada por Deus se rebaixar tanto até a uma alma tão miserável como a minha. Após a santa Missa sentia-me toda mergulhada em Deus, consciente de cada olhar Seu no fundo meu coração. Diário de Santa Faustina – 411 

Polônia 2

 

-Em determinado momento, Jesus deu-me a conhecer que, quando Lhe peço alguma coisa na intenção que frequentemente me recomendam, está sempre pronto a conceder Suas graças, embora as almas nem sempre queiram aceitá-las: Meu coração está repleto de grande misericórdia para com as almas, e especialmente para com os pobres pecadores. Oh, se pudessem compreender que Eu sou para eles o melhor Pai, que por eles jorrou do Meu Coração o Sangue e a Água com de uma fonte transbordante de misericórdia. Para eles resido no sacrário e como Rei de Misericórdia desejo conceder graças às almas, mas não querem aceitá-las. Ao menos tu vem visitar-Me com a maior frequência possível e toma  essas graças que eles não querem aceitar, pois com isso consolarás Meu Coração. Oh, como é grande a indiferença das almas para com tanta bondade, para com tantas provas de amor. O Meu Coração se enche somente de ingratidão, de esquecimento por parte das almas que vivem no mundo; para tudo têm tempo, apenas não têm tempo para vir buscar as Minhas graças.

Portanto, dirijo-Me a vós - almas escolhidas, será que também vós não compreendeis o amor do Meu Coração?  Também aqui decepcionou-se Meu Coração, pois não encontro a total entrega ao Meu amor. Tantas reservas, tantas desconfianças, tantas precauções! Para o teu consolo, direi que existem almas que vivem no mundo que Me amam sinceramente, permaneço com prazer nos seus corações, mas não são muitas. Existem, também, nos conventos almas que enchem de alegria Meu Coração. Nelas estão gravadas Minhas feições e, por isso, o Pai celestial olha para elas com especial predileção. Elas serão o alvo de admiração dos anjos e dos homens, mas o seu número é muito pequeno. Elas são o baluarte contra a justiça do Pai celestial e elas alcançam a misericórdia para o mundo. O amor e o sacrifício dessas almas sustentam a existência do mundo. O que mais fere o Meu Coração é a infidelidade de uma alma por Mim especialmente escolhida. Essas infidelidades são lanças que transpassam o Meu Coração. Diário de Santa Faustina – 367

Coração 1

 

Na sexta-feira quando estava em Ostra Brama, durante as solenidades em que a Imagem foi exposta, assisti ao sermão, que foi pronunciado por meu confessor; o sermão tratava da misericórdia de Deus; era a primeira coisa que Jesus já há tanto tempo tinha exigido. Quando começou a falar sobre a grande misericórdia do Senhor, a Imagem tornou-se viva, e os raios atingiam os corações das pessoas ali reunidas, embora não na mesma medida; uns recebiam mais, outros menos. Uma grande alegria inundou minha alma ao ver a graça de Deus.

    Então, ouvi estas palavras: Tu és testemunha da Minha misericórdia, ficarás pelos séculos diante do meu Trono como testemunho viva da Minha misericórdia.  Diário de Santa Faustina – 417

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     Saúdo-te Ano Novo, em que se completará a obra da minha perfeição. Já de antemão Vos agradeço, Senhor, por tudo que a Vossa bondade me enviar. Agradeço-Vos pelo cálice de sofrimento, do qual beberei todos os dias. Não atenueis o seu amargor, Senhor, mas fortalecei os meus lábios para que bebendo a amargura, saiba sorrir de amor para Convosco, meu Mestre .Agradeço-Vos por todos os consolos e graças, que não sou capaz de enumerar e que diariamente recaem sobre mim como o orvalho da manhã  tão mansa e silenciosamente que nenhum olhar das criaturas curiosas é capaz de percebê-los. Deles  sabemos apenas Vós e eu, ó Senhor. Por tudo isso, hoje Vos agradeço, porque talvez, no momento em que me apresentares o cálice, o meu coração não seja capaz de agradecer. 

Diário de Santa Faustina - 1449    

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